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Guia Definitivo do Filme Stretch – Parte 1

25 de August de 2022

 

Quando a questão é garantir a integridade dos produtos ao longo da cadeia logística, é muito comum ouvirmos sobre a qualidade do filme stretch utilizado nas linhas de paletização. Entretanto, você sabe exatamente quais são os fatores que influenciam na composição de um palete seguro?

Além da qualidade do filme, outros vários fatores são de extrema importância para garantir a segurança de suas cargas. Acompanhe abaixo e tenha as diretrizes para a escolha do filme stretch correto para sua operação.

 

1. Você sabe o que é o Filme Stretch?

Primeiramente, precisamos explicar o que realmente é o filme stretch e assim eliminar todas as dúvidas sobre essa embalagem tão importante. O filme stretch (em inglês stretch wrap ou stretch film) consiste em um filme plástico utilizado para unitizar produtos e garantir a segurança para os produtos transportados.

Produzido a partir de resinas plásticas de polietileno de baixa densidade linear (PEBDL), através do processo de co-extrusão plana ou balão, é atualmente o principal e mais eficiente meio de se compactar, impermeabilizar e estabilizar produtos paletizados.

Pode ser aplicado ao redor das cargas de forma manual ou através de máquinas semiautomáticas, como a da imagem ao lado, ou automáticas, sendo que cada tipo de aplicação exige diferentes propriedades do filme.

Ele é vendido em formato de bobinas que variam de 2 a 60kg, dependendo da aplicação, e suas características mais marcantes são a alta elasticidade e resistência mecânica, mesmo possuindo espessuras micrométricas, isto é, milésimos de milímetros.

 

Existem hoje no mercado uma diversidade de dimensões para o filme, sendo as larguras mais usuais bobinas de 500 e 750mm, com espessuras variando entre 8 e 50 micras (micrômetros).

Um fato muito interessante, porém, pouco conhecido pela maior parte das pessoas, é que a maioria dos filmes stretch comercializados hoje em dia possuem mais do que uma camada de material, ou seja, um filme pode ter em sua composição mais de 10 resinas diferentes, dispostas em camadas estratégicas, para garantir melhores propriedades mecânicas para sua aplicação.

No tópico a seguir abordaremos como este filme é produzido e como diferentes resinas são utilizadas para maximizar suas características.

 

 

2. Como é produzido o Filme Stretch?

O processo mais utilizado para se produzir esse tipo de embalagem chama-se extrusão, mais especificamente, co-extrusão plana.

A extrusão consiste basicamente em se fundir as resinas plásticas e empurrá-las através de uma matriz com um orifício de forma e dimensões definidos, para que assim crie-se uma película única de filme. Esta película ainda passa por etapas de resfriamento, cristalização das moléculas, corte e bobinamento, aonde são formadas as bobinas de filme encontradas no mercado.

A máquina utilizada neste processo é chamada extrusora e é composta por um conjunto de dosadores, responsável por dosar a quantidade ideal de resinas no processo, e um conjunto de rosca e canhão, responsável por fundir e transportar a resina até a matriz, gerando um fluxo contínuo de produção.

Como dito anteriormente, mesmo possuindo espessuras micrométricas, o stretch pode possuir diversas camadas de resinas em sua composição e isso só é possível através do processo de co-extrusão.

Este método é de extrema importância para a indústria de filme, pois permitiu um ganho significativo em qualidade e performance para embalagens stretch de baixa espessura, gerando assim mais segurança para as cargas com uma menor utilização de plástico.

Até a criação desta tecnologia, os filmes eram produzidos em monocamada, ou seja, somente um tipo ou uma mistura de resinas podia ser utilizado em sua extrusão, fazendo com que houvesse uma perda de propriedades mecânicas e, portanto, somente maiores espessuras eram produzidas para compensar tal perda. E como funciona esse processo tão importante?

A co-extrusão consiste na utilização de várias extrusoras e de um conjunto denominado feedblock ou cabeçote de alimentação para produzir o filme stretch. Através destes equipamentos, agora é possível separar as resinas fundidas em diferentes camadas, organizá-las e alinhá-las antes de passarem pela matriz, gerando assim uma melhor distribuição das propriedades mecânicas ao longo da espessura do filme.

Em resumo, as extrusoras permitem a fundição de diferentes resinas e o feedblock permite a disposição das várias camadas em uma mesma película.

De forma prática, tome como exemplo um filme stretch comum composto por 5 camadas.

As camadas A e E, mais externas, são responsáveis pela aderência do filme, ou seja, elas garantem que o filme não descole do palete após aplicado, evitando assim a perda da compactação e da impermeabilização dos produtos.

As camadas B e D, intermediárias, são camadas de suporte e geralmente são responsáveis pelas propriedades de perfuração e resistência ao rasgo do filme.

Já a camada central C é a encarregada da propriedade de elasticidade, rigidez e retenção, ou seja, é a alma do filme stretch. Esta camada, em linhas gerais, é quem dita o nível de estiramento e a resistência de um filme.

Então dependendo da espessura fabricada, da quantidade de extrusoras, dos tipos de resinas utilizadas e da quantidade de camadas disponíveis no cabeçote, diferentes propriedades mecânicas podem ser atingidas, permitindo assim a fabricação de filmes cada vez com maiores performances.

No próximo artigo você acompanhará como essas diferentes propriedades mecânicas influenciam na utilização do filme stretch e como realizar sua aplicação correta em cada tipo de paletização. Não deixe de conferir!

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