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Guia Definitivo do Filme Stretch – Parte 2

15 de September de 2022

 

Quem acompanhou a última publicação de nosso blog, aprendeu um pouco sobre o Filme Stretch e seu processo de produção. Na publicação de hoje, trouxemos suas propriedades mais importantes, para que vocês entendam como cada uma delas afeta a segurança de seus produtos e a eficiência de sua operação.

 

Propriedades do Filme Stretch

 

Relembrando o que vimos no tópico 1 do artigo anterior, o Filme Stretch é um filme plástico, fabricado de polietileno, utilizado para unitizar e proteger mercadorias dispostas sobre um palete, formando uma carga estável e segura para ser transportada. Sua aplicação é realizada ao redor dos produtos paletizados, de modo que se crie uma força de compactação sobre eles e evite, assim, o deslocamento da carga durante as movimentações.

Conheça a seguir as principais características dessa embalagem tão importante para as operações logísticas:

 

A. CAPACIDADE DE ESTIRAMENTO

Principal característica do filme stretch, sua capacidade de estiramento pode ser definida como o nível máximo de alongamento suportado após sofrer um esforço de tração, ou seja, estiramento longitudinal (calculada em porcentagem através da relação entre comprimento final alongado e comprimento inicial do filme).

Um estiramento de proporção adequada gera maiores níveis de retenção de carga, devido a ativação de sua “memória elástica”, além de ter sua espessura reduzida, garantindo assim um baixo consumo e um menor custo com embalagens. Tal proporção de estiramento é nomeada como região ótima de aplicação, região na qual o filme tem maior força de retração (“memória elástica”), sendo maximizada a força de compactação dos produtos e o consumo de filme.

Deve-se evitar a qualquer custo a aplicação do filme em sua região de instabilidade e somente máquinas envolvedoras (colocar hiperlink da LP de maq) com bons recursos de aplicação conseguem extrair o estiramento correto do filme.

 

 

B. RESISTÊNCIA À PERFURAÇÃO

Um bom filme stretch além de entregar grande capacidade de estiramento, entregando assim mais força com um baixo consumo, precisa também de resistência a perfuração, a qual pode ser definida como a capacidade do filme de não se romper quando submetida uma pressão contra ele, como representado na figura ao lado.

Somente com a utilização de resinas nobres em sua composição é possível atingir altos níveis de resistência a perfuração, mitigando furos durante sua aplicação, principalmente em envolvimentos automáticos (realizados em máquinas), e também durante o transporte dos produtos envolvidos, evitando assim a perda da impermeabilização da carga e possíveis furtos de produtos.

Filmes com baixa resistência não permitem bons níveis de estiramento sem perder a resistência a perfuração. Tal fato ocasiona um aumento considerável do consumo de filme tanto por não utilizar o estiramento adequado, quanto por existirem perfurações e rompimentos constantes durante a aplicação.

 

C. RESISTÊNCIA À PROPAGAÇÃO DE RASGO

De extrema importância para processos automáticos de alta produtividade, a resistência à propagação de rasgo evita que, mesmo em casos nos quais ocorrem a perfuração do filme, ele não se rompa durante o envolvimento dos produtos, eliminando as indesejáveis paradas de máquina. Este tipo de problema afeta fortemente as operações, pois obrigam que a máquina envolvedora seja reiniciada, colocada em posição inicial e que seja realizada novamente a passagem do filme através dos rolos do cabeçote, ocasionando assim uma perda de produtividade e, em alguns casos, gerando um gargalo na linha de produção.

O gráfico ao lado demonstra um ensaio de propagação de rasgo de um filme estirado a 300% (alta performance) em uma simulação de alta velocidade (máquinas de rotações acima de 50 rpm). Nele vemos a força e o tempo necessários para que um filme perfurado se rompa durante sua aplicação. Filmes de alta performance utilizam resinas especiais para garantir tempos adequados de resistência a propagação, mitigando desta maneira os problemas de parada relatados acima, além de evitar que pequenos furos se abram e comprometam a segurança dos produtos no transporte.

 

D. FORÇA DE RETENÇÃO

A força de retenção é uma das características utilizadas para validar a estabilidade de carga. Ela é o resultado de uma combinação de variáveis de aplicação tais como porcentagem de estiramento, número de voltas no palete, força aplicada contra os produtos (tensionamento), entre outras, e pode ser entendida como a força de compactação exercida pelo filme sobre os produtos. É possível medi-la através de equipamentos específicos, os quais podem ser manuais e imprecisos, como os dinamômetros, ou células de carga eletrônicas, que permitem uma medição mais controlada e precisa. Na imagem ao lado apresentamos o Load Retention Test, dispositivo wireless de medição de retenção, desenvolvido em nosso LTC. Com ele garantimos que a retenção de carga adequada esteja aplicada nos paletes de nossos clientes, aumentando assim sua segurança.

Mais uma vez, a escolha do filme é fundamental para uma boa força de retenção. Filmes muito elásticos, fabricados com resinas de baixa performance, entregam baixa resistência e alto relaxamento após a aplicação, o que implica em uma perda de compactação da carga ao longo do tempo e, assim, perda de estabilidade ao longo da cadeia logística.

 

E. CAPACIDADE DE ADERÊNCIA (FORÇA DE “PEGA”)

A última propriedade de destaque no filme stretch é a sua capacidade de aderência (também conhecida como pega). Esta característica é responsável por garantir que o filme envolvido no palete não se descole durante a movimentação, não gerando assim a perda de retenção de carga ou a sobra de filme na base do palete (conhecido como “véu de noiva”).

Através do processo de co-extrusão e da utilização de resinas específicas, é possível se obter uma boa capacidade de aderência, principalmente após o estiramento do filme, sendo ela fundamental para se garantir a qualidade da aplicação e a impermeabilização dos produtos durante todo o transporte.

Por tudo visto, é de extrema importância que se conheça as características do filme utilizado em sua operação, pois são elas que influenciarão na excelência da aplicação, na produtividade das máquinas e na segurança dos paletes envolvidos.

Em nosso LTC, Load Test Center (colocar hiperlink da pag do LTC), possuímos equipamentos de última geração, os quais nos permitem avaliar de maneira bastante aprofundada todas as propriedades do stretch e os impactos em sua utilização, desenvolvendo, desta maneira, filmes cada vez mais focados nas necessidades de nossos clientes.

 

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